O choco frito
Choco cortado em tiras, passado por farinha e frito, com limão e batatas fritas - o prato do dia a dia que define Setúbal.
O choco frito à setubalense é choco - choco, não lula, que é outro animal com outra textura - limpo, cortado em tiras grossas ou deixado em pedaços maiores, temperado por pouco tempo com alho e às vezes um pouco de vinho ou vinagre, passado por farinha e frito em óleo bem quente, servido com gomos de limão, batatas fritas e uma salada simples. Bem feito fica estaladiço por fora e tenro por dentro, o que depende de o choco ser fresco e de o óleo estar quente; mal feito é borracha. O estuário do Sado fornece-o, e Setúbal fez dele a assinatura da cidade ao ponto de ter festival, restaurantes que quase não servem mais nada e uma discussão permanente sobre quem o faz melhor. É comida barata, do dia a dia e sem glamour, e é isso que interessa. As outras especialidades de Setúbal são o peixe frito em geral e o moscatel para acabar.
O que vês de verdade
- O choco - choco, mais grosso e mais firme do que a lula, vindo do estuário do Sado.
- A fritura - farinha e óleo bem quente, estaladiço por fora e tenro por dentro.
- O prato - limão, batatas fritas e salada, e mais nada.
- A discussão local - qual é o restaurante de Setúbal que o faz como deve ser.
Quando ir
Todo o ano, ao almoço ou ao jantar. Uma refeição. Os melhores sítios enchem à hora de almoço com quem trabalha ali ao lado.
Expectativas honestas
É frito em óleo e pesado - um prato cheio é muita coisa. A qualidade varia bastante com a frescura e a temperatura do óleo; as versões baratas ficam rijas. As doses são grandes para qualquer padrão. Não é prato para quem evita fritos.
Aqui perto
O mercado do Livramento fornece boa parte dele. A Arrábida e Tróia ficam ali ao pé.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.