A poncha
Aguardente de cana madeirense, mel e sumo de citrinos trabalhados com um pau de madeira estriado a que se chama caralhinho.
A poncha faz-se de aguardente de cana, o destilado da cana-de-açĂșcar madeirense, com mel e sumo de citrinos - limĂŁo para a poncha pescador tradicional, a versĂŁo dos pescadores, ou laranja, tangerina, maracujĂĄ e outros para as variantes que os bares hoje fazem. Os ingredientes trabalham-se no copo ou no jarro com um mexelote, um pau de madeira com um botĂŁo estriado na ponta a que toda a gente chama caralhinho, que Ă© um diminutivo grosseiro e que ninguĂ©m usa com constrangimento. Era bebida de pescadores na costa sul, tomada como remĂ©dio para constipaçÔes e antes de sair para o mar, e CĂąmara de Lobos reclama-a. Ă doce, sabe enganadoramente suave, e tem uns vinte por cento ou mais, conforme quem serve. Os bares da estrada da Serra de Ăgua e de CĂąmara de Lobos sĂŁo onde se faz com mais seriedade.
O que vĂȘs de verdade
- O mexelote - o pau de madeira estriado, conhecido por um nome que ninguém suaviza.
- Os ingredientes - aguardente de cana, mel e citrinos, trabalhados no copo.
- A pescador - a versão original de limão, tomada pelos pescadores como remédio.
- Os bares - CĂąmara de Lobos e a estrada da Serra de Ăgua como sĂtios tradicionais.
Quando ir
Todo o ano. Uma bebida, Ă noite ou depois de uma caminhada. Os bares de CĂąmara de Lobos e das estradas de montanha servem-na o dia inteiro.
Expectativas honestas
Doce e fåcil de beber com uns vinte por cento ou mais - duas costumam chegar. A graduação varia muito de bar para bar e não é medida. As variantes de fruta vendidas a visitantes estão mais longe da original do que a de limão. Não bebas e depois conduzas nas estradas da Madeira.
Aqui perto
CĂąmara de Lobos Ă© a casa tradicional. A Serra de Ăgua fica na estrada da montanha.
Horårios, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.