As Portas de Ródão
O Tejo apertado entre duas arribas gémeas de quartzito, com uma colónia de grifos a nidificar nas paredes.
Em Ródão o Tejo corta uma crista de quartzito duro, e o resultado é uma porta estreita entre duas arribas que se erguem cerca de cento e setenta metros acima da água - as Portas. É o elemento isolado mais impressionante do Tejo português e é monumento natural classificado. As arribas albergam uma das maiores colónias interiores de grifo de Portugal, mais de cem casais, a par de abutres-do-egito, cegonhas-pretas, águias de Bonelli e bufos-reais, e as aves veem-se a planar nas térmicas dos miradouros das duas margens e dos barcos que sobem o rio a partir de Vila Velha. Na crista acima da arriba norte está o Castelo do Rei Wamba, uma pequena atalaia em ruínas. A jusante o vale guarda arte rupestre paleolítica importante na Ocreza, e toda a zona está dentro do geoparque Naturtejo.
O que vês de verdade
- A porta - o Tejo apertado entre arribas de quartzito de cento e setenta metros.
- Os grifos - mais de cem casais a nidificar nas paredes.
- Os passeios de barco - subidas de rio até à garganta e por dentro dela, desde Vila Velha.
- A atalaia - a ruína do Castelo do Rei Wamba na crista, lá em cima.
Quando ir
De fevereiro a junho pelos abutres a nidificar e pela paisagem verde. Todo o ano pela garganta em si. Duas a quatro horas. Os barcos seguem horário - confirma antes.
Expectativas honestas
O verão aqui é muito quente e não há sombra nos miradouros. Os passeios de barco dependem do nível do rio e da procura, e não andam todos os dias fora de época. Os binóculos contam para as aves. A fábrica de papel ali perto vê-se de alguns ângulos.
Aqui perto
Vila Velha de Ródão é a base. O geoparque Naturtejo estende-se ao longo do vale.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.