A Boca do Inferno
Uma gruta marinha abatida à saída de Cascais, onde a ondulação atlântica entra por um arco e rebenta, mais alto no inverno.
A Boca do Inferno é uma gruta marinha no calcário a oeste de Cascais cujo teto abateu, deixando um abismo ligado ao Atlântico aberto por um arco. Num dia calmo de verão é um buraco na rocha com água verde a chapinhar lá dentro e gente a fotografar-se ao corrimão. Numa tempestade de inverno é a razão do nome: a ondulação afunila pelo arco e irrompe pelo poço acima, atirando espuma por cima da arriba e da estrada, com um estrondo que se sente pelo chão. Há passadiços e guardas a toda a volta do bordo. O sítio tem um rodapé estranho - em 1930 Aleister Crowley fingiu aqui a própria morte com um bilhete deixado nas rochas, um golpe combinado com o poeta português Fernando Pessoa, e reapareceu em Berlim três semanas depois. No alto há bancas e um café.
O que vês de verdade
- A gruta abatida - um abismo ligado ao mar por um arco de rocha.
- A rebentação de inverno - a ondulação a irromper pelo poço acima e por cima da arriba.
- Os passadiços - caminhos com guardas à volta do bordo do buraco.
- A farsa de 1930 - a morte encenada de Crowley, combinada com Pessoa.
Quando ir
De outubro a março para a versão dramática; o verão é calmo e muito menos impressionante. Trinta a sessenta minutos. Acerta com uma ondulação de temporal para o efeito completo.
Expectativas honestas
Com tempo calmo desilude - é apenas um buraco na rocha. Nas tempestades a beira da arriba é perigosa e já houve gente arrastada; fica atrás das guardas. Cheio de paragens de autocarro em época alta. Bancas de recordações insistentes.
Aqui perto
Cascais fica a leste pela estrada da costa. O Guincho e as dunas ficam a oeste.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.