O Poço da Alagoinha
Uma parede com cerca de vinte cascatas a cair por musgo e feto para dentro de uma poça verde nas Flores, a ilha mais chuvosa dos Açores.
As Flores apanham mais chuva do que qualquer outro sítio dos Açores, e o Poço da Alagoinha - também chamado Poço da Ribeira do Ferreiro - é o que isso produz: um anfiteatro de basalto onde a água brota de toda a face da arriba e desce em algo como vinte quedas separadas, umas em fio e outras grossas, para dentro de uma poça verde e parada lá no fundo, com a rocha coberta de musgo, feto e vegetação a pingar. Chega-se lá por um caminho de cerca de vinte minutos a partir da estrada, perto da Fajãzinha, quase todo plano mas molhado e escorregadio, com uma travessia de ribeira. Nadar na poça é desaconselhado e por vezes proibido. Todo o lado poente das Flores é assim a uma escala menor, com as fajãs - patamares planos de terra na base da arriba - e cascatas ao longo da estrada da costa. As Flores têm poucos voos e o tempo cancela-os com regularidade.
O que vês de verdade
- As quedas - cerca de vinte saltos separados pelo mesmo anfiteatro de basalto.
- A poça - uma bacia verde e parada na base da parede.
- A vegetação - musgo, feto e água a pingar por toda a face.
- A chuva - a ilha mais chuvosa dos Açores, e a razão de isto existir.
Quando ir
De maio a setembro pelo caminho e pelos voos; as quedas estão mais cheias depois da chuva, que é quase todo o ano. Uma a duas horas, caminhada incluída.
Expectativas honestas
O caminho está lamacento e escorregadio em qualquer época. Nadar é desaconselhado e por vezes proibido. As Flores têm poucos voos e o nevoeiro cancela-os com frequência - conta com dias a mais. Os serviços junto ao sítio são mínimos.
Aqui perto
A Fajã Grande fica na costa em baixo. A Rocha dos Bordões fica a sul.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.