As aves do estuário do Tejo
Flamingos, limícolas e a vida das aves dos arrozais numa das zonas húmidas mais importantes da Europa, a meia hora de Lisboa.
O estuário do Tejo é uma das maiores zonas húmidas da Europa e das mais importantes da rota migratória do Atlântico oriental - mais de cem mil aves aquáticas invernam aqui, com lodaçais de maré, sapal, salinas e os arrozais da Lezíria a alimentar todos o mesmo sistema. O flamingo-comum está presente em grande número e tornou-se o emblema, ao lado do maçarico-de-bico-direito, do alfaiate, do pilrito-comum, da tarambola-cinzenta, do colhereiro, e nos campos do peneireiro-cinzento, da garça-vermelha e da cegonha-branca. A reserva cobre mais de catorze mil hectares nas margens sul e nascente à volta de Alcochete e de Vila Franca de Xira, com observatórios, trilhos e passeios organizados de barco e de viatura. Os números são mais altos de outubro a março; é a maré a encher que empurra as aves dos lodaçais na direção dos observatórios, por isso acertar com a maré conta mais do que a hora.
O que vês de verdade
- Os flamingos - em grande número nos lodaçais e nas salinas, o emblema da reserva.
- As limícolas - maçaricos, alfaiates, pilritos e tarambolas nas concentrações de inverno.
- Os arrozais - a Lezíria, com garças, peneireiros e cegonhas.
- O papel na rota migratória - mais de cem mil aves aquáticas a invernar aqui.
Quando ir
De outubro a março pelos números maiores; primavera pelas espécies nidificantes. Meio dia a um dia. Marca a visita para uma maré a encher - é ela que traz as aves.
Expectativas honestas
Binóculos ou telescópio são indispensáveis; sem eles os lodaçais mostram pouco. Os observatórios e os acessos estão dispersos e é preciso carro. Algumas zonas são terreno agrícola privado sem acesso. Vento e frio nos lodaçais no inverno.
Aqui perto
Alcochete fica na margem sul; Vila Franca de Xira e a Lezíria ficam a nordeste.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.