Evoramonte
Um castelo de quatro torres redondas cingido por uma corda de pedra lavrada, num alto alentejano de uma rua só onde se pôs fim a uma guerra civil.
O castelo de Evoramonte foi reconstruído nos anos trinta do século XVI depois de um terramoto, e é arquitetonicamente estranho de uma maneira que compensa o desvio: um bloco quadrado com quatro torres cilíndricas e gordas nos cantos, com o exterior cingido por uma corda de pedra lavrada com um nó em cada torre - o motivo manuelino da corda, em geral um pormenor decorativo num portal, aqui a dar a volta a uma fortificação inteira. O interior tem três pisos abobadados sobre colunas centrais maciças. À volta, a aldeia é essencialmente uma rua de casas brancas dentro de uma muralha, com umas dezenas de residentes. A outra reivindicação dela é política: a Concessão de Evoramonte foi assinada aqui em maio de 1834, pondo fim à guerra civil portuguesa entre o absolutista D. Miguel e o liberal D. Pedro, com D. Miguel a partir para o exílio definitivo. O documento foi assinado numa casa da aldeia, hoje assinalada.
O que vês de verdade
- A corda lavrada - uma corda manuelina com nós a dar a volta ao castelo inteiro.
- As quatro torres - cilindros gordos nos cantos de um bloco quadrado.
- O interior abobadado - três pisos sobre colunas centrais maciças.
- A concessão de 1834 - a casa onde a guerra civil acabou por tratado.
Quando ir
De março a junho e de setembro a novembro; os verões alentejanos são muito quentes. Uma a duas horas. O castelo fecha em alguns dias.
Expectativas honestas
A aldeia é minúscula e quase não tem serviços. O interior do castelo está em boa parte vazio. Não há sombra, e o alto do monte é exposto. Fica fora das rotas principais, por isso é um desvio de carro.
Aqui perto
Estremoz fica a norte. Évora fica a sudoeste.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.