A Avenida dos Aliados
Uma avenida beaux-arts a subir até à câmara do Porto, rasgada pela cidade velha em 1916 e ponto de encontro da cidade.
Os Aliados foram rasgados pelo tecido medieval do Porto a partir de 1916, sobre um plano influenciado pelo arquiteto inglês Barry Parker, substituindo um bairro denso por uma avenida larga e em subida, ladeada de edifícios beaux-arts de granito e estuque - bancos, redações de jornais, hotéis - e a trepar até à câmara municipal, com a sua torre do relógio de setenta metros lá em cima. Passou a ter o nome dos Aliados depois da Primeira Guerra Mundial. O pavimento foi remodelado em 2006 por Álvaro Siza e Souto de Moura, que substituíram os jardins por uma superfície aberta de granito, mudança que ainda hoje se discute na cidade. É onde o Porto se junta: pelo São João na noite de 23 de junho, pelos festejos do futebol, pelo Ano Novo, pelas manifestações. Na ponta de baixo abre-se para a Praça da Liberdade, com a estátua equestre de D. Pedro IV, e a estação de São Bento fica logo ao lado.
O que vês de verdade
- A avenida - uma via de granito em subida, com edifícios beaux-arts de 1916.
- A câmara - a câmara municipal com uma torre do relógio de setenta metros no topo.
- O pavimento de Siza - a remodelação contestada de 2006, que levou os jardins.
- O ponto de encontro - onde o Porto se junta pelo São João, pelo futebol e pelo Ano Novo.
Quando ir
Todo o ano. Trinta a sessenta minutos para a percorrer. A noite de 23 de junho, o São João, é quando ela é mais ela própria e mais cheia.
Expectativas honestas
A remodelação de 2006 deixou-a dura e aberta, com pouca sombra e pouco onde sentar, coisa de que muita gente da cidade não gosta. Há trânsito dos dois lados. Muito cheia durante as festas. É uma rua, não um monumento - meia hora chega.
Aqui perto
A estação de São Bento fica a um minuto. Os Clérigos e a Livraria Lello ficam a oeste.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.