A Capela dos Ossos
Uma capela em Évora forrada com os ossos de umas cinco mil pessoas, construída por frades como lição sobre a morte.
No século XVI os franciscanos de Évora tinham um problema prático - dezenas de cemitérios conventuais a ocupar terreno de que a cidade em crescimento precisava - e uma oportunidade doutrinária. Exumaram as sepulturas e construíram uma capela dos ossos: paredes e pilares forrados de crânios e ossos longos assentes em argamassa, uma estimativa de cinco mil indivíduos, dispostos em padrões, com dois corpos ressequidos pendurados numa parede. Sobre a entrada corre a inscrição «Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos». Não foi construída para chocar turistas mas como memento mori para uma comunidade religiosa e para a gente da cidade, na mesma tradição dos ossários de Roma, de Kutná Hora e de Faro. Fica dentro da igreja de São Francisco, que tem também uma nave manuelina, e a visita inclui um museu de arte sacra no piso de cima.
O que vês de verdade
- As paredes de ossos - crânios e ossos longos de umas cinco mil pessoas assentes em argamassa.
- A inscrição - o verso sobre a porta que se dirige diretamente ao visitante.
- Os dois corpos - restos ressequidos pendurados numa parede.
- A igreja - a nave manuelina de São Francisco e o museu de arte sacra em cima.
Quando ir
Todo o ano. Trinta a sessenta minutos, museu incluído. As manhãs são mais calmas; a capela é pequena e enche depressa com grupos.
Expectativas honestas
São restos humanos e há visitantes que ficam mesmo perturbados - decide antes de comprares o bilhete. A capela é muito pequena e congestiona-se. Fotografar paga-se à parte ou está limitado por vezes. Filas em época alta.
Aqui perto
O templo romano e a sé de Évora ficam a pouca distância. O aqueduto da Água de Prata fica a norte.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.