O Caldeirão do Corvo
Uma cratera com lagoas e ilhéus que ocupa quase todo o Corvo, a mais pequena ilha habitada dos Açores.
O Corvo tem dezassete quilómetros quadrados e cerca de quatrocentas pessoas, é a mais pequena ilha habitada dos Açores, e quase tudo nele é um vulcão só. O Caldeirão é a cratera do cimo: uns dois quilómetros de través e trezentos metros de fundo, com duas lagoas no chão e um punhado de ilhéus e cabeços entre elas, pastados por gado que desce por um caminho. Do miradouro do bordo, a uns quinhentos metros, a taça inteira fica estendida à vista, e nos dias limpos as Flores erguem-se do outro lado do canal. Um caminho desce ao fundo para quem tiver tempo. A ilha tem um único povoado, a Vila do Corvo, de ruas estreitas e sem nomes de rua, porque não são precisos. A dificuldade é lá chegar - um avião pequeno ou um barco das Flores, ambos cancelados por rotina por causa do tempo - e a nuvem assenta na cratera com frequência.
O que vês de verdade
- A cratera - dois quilómetros de través e trezentos metros de fundo.
- As lagoas e os ilhéus - água e pequenos cabeços no chão da caldeira.
- A vista do bordo - a taça inteira, com as Flores do outro lado do canal nos dias limpos.
- A Vila do Corvo - um povoado de umas quatrocentas pessoas, sem nomes de rua.
Quando ir
De maio a setembro, pela melhor hipótese de voos e de tempo limpo. Meio dia na ilha; na prática uma dormida, dados os transportes.
Expectativas honestas
Os voos e os barcos são cancelados sem parar por causa do tempo - conta com dias a mais e com ficar retido. A nuvem enche a cratera muitas vezes. O alojamento e a comida no Corvo são muito limitados. A descida ao fundo é longa e não há abrigo.
Aqui perto
As Flores ficam do outro lado do canal. A Vila do Corvo é o único povoado da ilha.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.