O Aqueduto da Água de Prata
Um aqueduto do século XVI que entra em Évora a passo largo, com casas e lojas construídas nos seus arcos ao longo de quatro séculos.
O Aqueduto da Água de Prata foi construído entre 1531 e 1537 por ordem de João III para trazer água cerca de dezoito quilómetros desde a Graça do Divor até Évora, com projeto de Francisco de Arruda, o mesmo que tinha erguido a torre de Belém. Entra na cidade sobre arcos altos e desce pela atual Rua do Cano, e o que o torna digno de uma caminhada é o que aconteceu a seguir: as pessoas construíram dentro dele. Casas, lojas e oficinas foram encaixadas entre e sob os arcos nos séculos seguintes, por isso o aqueduto não é um monumento à parte da vila mas parte do seu tecido, com portas e janelas abertas nos pilares e roupa estendida entre eles. Camões menciona-o em Os Lusíadas. Fora das muralhas a arcaria atravessa campo aberto e pode seguir-se a pé, e a fonte onde terminava está na Praça do Giraldo.
O que vês de verdade
- Os arcos habitados - casas e lojas encaixadas nos pilares ao longo da Rua do Cano.
- A arcaria no campo - o aqueduto a atravessar terreno aberto fora das muralhas.
- A engenharia dos anos trinta do século XVI - dezoito quilómetros de conduta pelo arquiteto da torre de Belém.
- A fonte terminal - a saída na Praça do Giraldo, no centro da cidade.
Quando ir
Todo o ano; primavera e outono para caminhar o troço exterior. Uma a duas horas. Évora é muito quente em julho e agosto.
Expectativas honestas
As habitações nos arcos são casas particulares - olha, não te intrometas. O troço exterior não tem sombra e o calor alentejano de verão é duro. A Rua do Cano é estreita e com trânsito. Não há qualquer interpretação no local.
Aqui perto
A Praça do Giraldo está no fim da conduta. A Capela dos Ossos e o templo romano ficam no centro.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.