A Estação de São Bento
Uma estação do Porto a funcionar cujo átrio está forrado com vinte mil azulejos que contam a história de Portugal.
São Bento abriu em 1916 no terreno de um mosteiro beneditino, num edifício beaux-arts de José Marques da Silva, e o átrio é a razão pela qual gente sem comboio para apanhar lá entra. Jorge Colaço passou onze anos, de 1905 a 1916, a cobrir as paredes com cerca de vinte mil azulejos - painéis a azul e branco de cenas da história portuguesa por cima de um friso a cores com os transportes através dos tempos, com as grandes composições a serem a conquista de Ceuta em 1415, a entrada de D. João I no Porto, a Batalha de Valdevez e o encontro de Egas Moniz com o rei de Leão. É uma estação de serviço suburbano e regional a funcionar, por isso o átrio é atravessado sem parar por gente com malas e com passes, e é isso que lhe dá o encanto: não é um museu. Os comboios para o vale do Douro partem daqui.
O que vês de verdade
- O átrio azulejado - cerca de vinte mil azulejos aplicados entre 1905 e 1916.
- Os painéis históricos - Ceuta, Valdevez e a entrada de D. João I no Porto.
- O friso a cores - os transportes através dos tempos, a correr por baixo das cenas principais.
- A estação a funcionar - um átrio de quem vai trabalhar, não um monumento conservado.
Quando ir
Todo o ano. Trinta minutos. De manhã cedo ou ao fim da noite para fotografias sem multidão; de resto o átrio tem movimento o dia inteiro.
Expectativas honestas
É uma sala, e trinta minutos é generoso. Muito cheio de grupos e de fotógrafos ao longo do dia. É uma estação em serviço - as pessoas estão a tentar apanhar comboios. Há carteiristas no aperto.
Aqui perto
A sé do Porto fica a subir. A Avenida dos Aliados e os Clérigos ficam a poente.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.