O Rossio
A praça central de Lisboa, calcetada num padrão de ondas a preto e branco que enjoa gente desde 1848.
O Rossio é o centro de Lisboa há seiscentos anos - mercado, praça de touros, terreiro de carnaval, e o sítio onde a Inquisição fazia os seus autos de fé, com o Palácio da Inquisição onde hoje está o teatro nacional. A praça foi reconstruída sobre a malha pombalina depois de 1755, e em 1848 foi calcetada em calçada portuguesa, o basalto preto e o calcário branco, num padrão de ondas chamado mar largo; foi a primeira utilização em grande escala da técnica e daqui se espalhou pelo mundo português, incluindo até Copacabana. Diz-se que as ondas dão tonturas a algumas pessoas, coisa repetida vezes suficientes para se ter tornado parte da identidade da praça. Duas fontes barrocas e uma coluna com D. Pedro IV estão nela, o Teatro Nacional D. Maria II fecha o lado norte, e a frente neomanuelina da estação do Rossio fica ao virar da esquina.
O que vês de verdade
- A calçada das ondas - o padrão do mar largo de 1848, em pedra preta e branca.
- O teatro - o teatro nacional D. Maria II no lugar do palácio da Inquisição.
- A coluna - D. Pedro IV sobre um pilar entre duas fontes barrocas.
- A estação - a entrada em ferradura neomanuelina do Rossio, ao virar da esquina.
Quando ir
Todo o ano. Trinta a sessenta minutos. As noites são as de mais movimento; de manhã cedo é a única hora sossegada.
Expectativas honestas
Muito cheia e uma das principais zonas de carteiristas de Lisboa. A calçada escorrega quando está molhada e castiga os tornozelos. As esplanadas da praça cobram preços de turista. Venda de rua insistente.
Aqui perto
A Praça da Figueira fica ao lado. A Baixa corre para sul até à Praça do Comércio.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.