O Teatro Romano de Lisboa
Um teatro do século I na encosta do castelo, encontrado depois do terramoto de 1755 e só escavado como deve ser nos anos sessenta.
Olisipo, a Lisboa romana, tinha um teatro na encosta por baixo do castelo, construído no século I sob Augusto e remodelado sob Nero, com lugar talvez para cinco mil pessoas. Ficou soterrado e esquecido até que as demolições que se seguiram ao terramoto de 1755 expuseram uma parte dele, e foi depois em boa parte outra vez tapado pela reconstrução; a escavação sistemática só veio nos anos sessenta e depois, com o sítio a abrir como museu por fases. O que está à vista é uma porção da cávea, a orquestra e partes do edifício de cena, rebaixados abaixo do nível da rua moderna, com casas de pé diretamente por cima do resto - que é o que interessa, já que o teatro está debaixo de um bairro a viver e nunca poderá ser descoberto por inteiro. O museu nos edifícios contíguos mostra achados e explica a cidade romana, com uma vista para a área escavada.
O que vês de verdade
- A bancada escavada - parte da cávea e da orquestra abaixo do nível da rua.
- O resto soterrado - a parte do teatro que fica debaixo de casas de pé.
- O museu - achados e interpretação da Olisipo romana nos edifícios ao lado.
- A redescoberta - exposto pelas demolições de 1755, escavado só a partir dos anos sessenta.
Quando ir
Todo o ano. Uma hora. Fecha à segunda-feira. Fica no caminho entre a sé e o castelo, por isso encaixa nesse percurso.
Expectativas honestas
Só uma fração do teatro está à vista e é fragmentária - quem espera um teatro romano no sentido mediterrânico vai desiludir-se. O sítio é pequeno. Ruas a pique na aproximação. A sinalização é mais completa em português.
Aqui perto
A sé fica em baixo. O castelo de São Jorge fica acima.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.