As tapeçarias de Portalegre
Uma manufatura de tapeçaria no Alentejo com ponto próprio, que traduz para lã pinturas de Vieira da Silva, de Le Corbusier e de outros.
A Manufactura de Tapeçarias de Portalegre foi fundada em 1946 numa cidade de tradição têxtil, e desenvolveu uma técnica própria - o ponto de Portalegre, um ponto que permite às tecedeiras reproduzir as gradações de uma pintura muito mais de perto do que a tecelagem clássica de Gobelins, com fios tingidos em milhares de tons e trabalhados em tear vertical a uma densidade muito fina. O resultado é que os pintores podiam entregar uma obra e vê-la traduzida em lã à escala, e muitos o fizeram: Vieira da Silva, Almada Negreiros, Le Corbusier, Lurçat, Júlio Pomar e Graça Morais entre eles, com tapeçarias a irem para edifícios públicos, embaixadas e coleções em todo o mundo. O museu da cidade mostra peças acabadas a par dos cartões e das gamas de fio, e a oficina continua a produzir por encomenda, com tecedeiras aos teares que por vezes os visitantes podem ver.
O que vês de verdade
- O ponto de Portalegre - uma técnica desenvolvida aqui para reproduzir de perto a pintura em lã.
- Os artistas - obra traduzida para Vieira da Silva, Le Corbusier, Lurçat e outros.
- A gama de fios - milhares de tons tingidos para acertar com as gradações de um pintor.
- Os teares a trabalhar - tecedeiras ainda a produzir por encomenda na manufatura.
Quando ir
Todo o ano. Uma a duas horas. O museu tem horas certas; as visitas à oficina precisam de marcação com antecedência e dependem do que estiver em produção.
Expectativas honestas
Ver tecedeiras a trabalhar não é garantido - depende das encomendas em curso e exige marcação. O museu é pequeno. Portalegre fica longe das rotas principais. As legendas estão sobretudo em português.
Aqui perto
O parque da Serra de São Mamede envolve a cidade. Marvão e Castelo de Vide ficam a norte.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.