A Casa-Museu Amália Rodrigues
A casa de São Bento onde a rainha do fado viveu meio século, mantida como a deixou e mostrada em visita guiada.
Amália Rodrigues, nascida em Lisboa em 1920 e morta em 1999, foi a cantora que levou o fado das tabernas de Alfama e da Mouraria às salas de concerto do mundo inteiro e que praticamente definiu o género durante um século - gravou centenas de canções, trabalhou com os poetas Alexandre O'Neill e David Mourão-Ferreira, e quando morreu o governo decretou três dias de luto nacional. Viveu nesta casa da Rua de São Bento de 1955 até morrer, e ela está mantida como estava: a sala amarela, o quarto, a cozinha onde cozinhava, os xailes e os vestidos, discos de ouro e de platina, cartas, e a sala onde ensaiava. As visitas são guiadas e pequenas, mais ou menos de meia em meia hora, e em vários casos os guias conheceram-na ou trabalharam com ela. Está sepultada no Panteão Nacional, uma das pouquíssimas mulheres ali.
O que vês de verdade
- As divisões como ficaram - a casa mantida tal como estava quando ela morreu, em 1999.
- Os xailes e os vestidos - o traje preto de palco que virou a imagem do fado.
- Os discos e as cartas - uma carreira inteira de gravações e de correspondência.
- A visita guiada - grupos pequenos, às vezes conduzidos por quem a conheceu.
Quando ir
Todo o ano. Uma hora. Só com visita guiada, de meia em meia hora mais ou menos, em português e em inglês. Fecha à segunda-feira; como os grupos são pequenos, pode esgotar.
Expectativas honestas
O acesso é só guiado e em grupos pequenos, e é proibido fotografar lá dentro. A casa é pequena - uma hora chega. Em época alta vale a pena marcar. Diz muito mais a quem já conhece as gravações.
Aqui perto
O Museu do Fado fica em Alfama. O Panteão Nacional guarda o túmulo dela.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.