Os pauliteiros de Miranda
Homens de saiote bordado a dançar uma dança de paus ao som de gaita de foles no nordeste, num canto com língua própria.
Os pauliteiros dançam em grupos de oito, de camisa branca, colete preto, saiote de lã bordado por cima das calças, meias e chapéus enfeitados de flores, a bater paus de madeira - os paulitos - uns contra os outros em padrões, ao som da gaita de foles mirandesa, com bombo e caixa. As danças, os lhaços, contam-se às dezenas, cada uma com a sua toada e a sua sequência, e a forma entende-se em geral como aparentada às danças de paus e de espadas de toda a Europa. Pertence ao Planalto Mirandês, a terra alta à volta de Miranda do Douro, na fronteira espanhola, que é também a casa do mirandês - uma língua da família asturo-leonesa e não um dialeto do português, reconhecida por lei em 1999 como a segunda língua oficial de Portugal e falada por alguns milhares de pessoas. Os grupos atuam nas festas de aldeia ao longo do verão e em eventos noutros lados.
O que vês de verdade
- A dança dos paus - oito homens a bater paulitos em sequências de padrão.
- O traje - saiotes de lã bordados por cima das calças, com chapéus de flores.
- A gaita de foles - a gaita mirandesa acompanhada de bombo.
- A língua mirandesa - a segunda língua oficial de Portugal, falada neste planalto.
Quando ir
As festas de aldeia correm ao longo do verão, com a festa de Santa Bárbara em Miranda, em agosto, entre as maiores. As atuações duram uma hora ou mais.
Expectativas honestas
Miranda do Douro é remota - quatro horas do Porto. As atuações são em festas de aldeia, em datas locais e não num calendário para visitantes; pergunta no sítio. Os invernos no planalto são duros. Os serviços nas aldeias são mínimos.
Aqui perto
O parque do Douro Internacional segue pela fronteira. Bragança fica a noroeste.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.