A olaria de São Pedro do Corval
A maior aldeia de olaria de Portugal, com duas dezenas de oficinas a trabalhar, a tornear e a pintar louça alentejana.
São Pedro do Corval é uma aldeia de cerca de duas mil pessoas com algo como duas dezenas de olarias a trabalhar, o que faz dela a maior concentração de Portugal. O barro vem de barreiros ali perto e a louça é olaria alentejana funcional - talhas de água, tigelas, caçoilas, pratos, o alguidar de amassar - torneada na roda e depois pintada à mão livre com flores, aves e cercaduras geométricas a azul, amarelo, verde e castanho sobre engobe branco, com a mão de cada oficina a ser reconhecível. Vários oleiros trabalham com as portas abertas para a rua e os visitantes podem ver tornear e pintar sem marcação, coisa pouco comum. A aldeia tem sido objeto de um esforço municipal para segurar o ofício contra a concorrência da louça importada, com um centro de olaria e cursos. Monsaraz, no seu monte, fica a uns quilómetros e as duas visitam-se juntas.
O que vês de verdade
- As oficinas - cerca de duas dezenas de olarias numa aldeia de duas mil pessoas.
- O tornear e o pintar - as duas coisas visíveis da rua em várias oficinas.
- A louça alentejana - talhas, tigelas e alguidares funcionais em padrões pintados à mão livre.
- As mãos individuais - a pintura de cada oficina reconhecivelmente sua.
Quando ir
Todo o ano. Duas a três horas. Dias úteis em horário de trabalho - quase todas as oficinas fecham ao fim de semana e à hora de almoço.
Expectativas honestas
As oficinas fecham ao domingo e muitas vezes na tarde de sábado. Os preços são baixos, mas as peças grandes são difíceis de levar para casa. A aldeia quase não tem mais nada - sem edifícios de nota nem restaurantes para lá de um par deles. O calor de verão é duro.
Aqui perto
Monsaraz fica no monte a leste. Reguengos e a sua oficina de mantas ficam a oeste.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.