O Mosteiro de Tibães
A casa-mãe beneditina de Portugal à saída de Braga, com jardins em socalcos e um restauro longo e por acabar.
Tibães foi a casa-mãe da ordem beneditina em Portugal e no Brasil, fundada no século XI e reconstruída a uma escala enorme a partir do século XVII, com quatro claustros, uma igreja coberta de talha dourada de André Soares, e uma cerca murada de cerca de quarenta hectares traçada com jardins em socalcos, pomares, mata, um sistema de tanques e canais, capelas da Via Sacra e um lago. As ordens foram extintas em 1834, a propriedade foi vendida, e o complexo foi despojado e deixado a degradar-se durante século e meio - os telhados caíram, as talhas foram retiradas, os jardins viraram mato. O Estado comprou-o em 1986 e o restauro corre desde então, deliberadamente como processo lento e visível: há alas acabadas e outras que são ruínas estabilizadas com a degradação deixada legível, o que faz dele um edifício mais honesto de percorrer do que um totalmente restaurado.
O que vês de verdade
- Os quatro claustros - a escala de uma casa-mãe do século XVII.
- A igreja dourada - a talha de André Soares no interior do século XVIII.
- A cerca - quarenta hectares de socalcos, tanques, mata e capelas da Via Sacra.
- O restauro à vista - alas acabadas ao lado de ruínas estabilizadas, de propósito.
Quando ir
De abril a outubro pela cerca. Duas a três horas. Fecha à segunda-feira. O passeio pela cerca precisa de tempo seco.
Expectativas honestas
O restauro está incompleto e há zonas fechadas ou sem telhado - é o estado do edifício, não um problema passageiro. A cerca é grande e fica lamacenta depois da chuva. Os autocarros de Braga até aqui são poucos. A interpretação está sobretudo em português.
Aqui perto
Braga e a sua sé ficam a leste. O Bom Jesus do Monte fica para lá da cidade.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.