O Castelo de Montemor-o-Velho
Um castelo grande no alto sobre os arrozais do Mondego, disputado vezes sem conta e com uma igreja manuelina lá dentro.
Montemor-o-Velho domina o baixo Mondego de um monte sobre a lezíria, e foi uma das posições mais disputadas da península durante a reconquista - tomada e retomada vezes sem conta entre forças cristãs e muçulmanas ao longo dos séculos X e XI, antes de ficar finalmente segura, e depois reconstruída sob Afonso Henriques e sob reis posteriores. O que sobrevive é um grande recinto muralhado, um dos maiores de Portugal, com torres, adarve e portas, a envolver jardins e a igreja de Santa Maria da Alcáçova - românica de origem, refeita em estilo manuelino no início do século XVI, com colunas esguias e um belo teto. A vista é sobre o Campo do Mondego, terra plana e drenada onde hoje se cultiva arroz, com os montes de Coimbra a leste. A entrada é livre, o que para um castelo desta dimensão é invulgar, e é muito pouco visitado.
O que vês de verdade
- O recinto - um dos maiores castelos muralhados de Portugal, com adarve.
- A igreja - Santa Maria da Alcáçova, românica refeita em manuelino.
- A planície do arroz - o Campo do Mondego drenado, estendido lá em baixo.
- A entrada livre - invulgar num castelo desta escala.
Quando ir
De abril a outubro. Uma a duas horas. Entrada livre, ainda que a igreja tenha horários restritos.
Expectativas honestas
Quase só muralhas vazias e jardins - há pouca interpretação lá dentro. O adarve tem pedra irregular e guardas limitadas. A igreja está muitas vezes fechada. Pouca sombra no verão.
Aqui perto
Coimbra fica rio acima. A Figueira da Foz e a costa ficam a oeste.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.