As ruínas romanas de Milreu
Uma villa romana em Estói com mosaicos de peixes e um templo que foi convertido em igreja e que continua de pé à altura do telhado.
Milreu foi uma villa romana de porte, ocupada do século I até ao fim do império, e tem duas coisas que quase nenhum sítio de villa em Portugal tem. O complexo de banhos conserva mosaicos de peixes - sargos, atum, golfinhos e outros, a preto e branco e a cores, em paredes e não só em pavimentos, o que é invulgar porque o mosaico de parede raramente sobrevive. E o templo ao lado da casa está de pé à altura do telhado: um templo pequeno com cripta, no início provavelmente dedicado a um culto das águas, que foi convertido em igreja cristã no período tardo-antigo ou visigótico e continuou em uso, e é por isso que sobreviveu quando tudo em redor caiu. A ala residencial, o peristilo e as salas de banhos estão à vista e percorrem-se. Uma casa de lavoura do século XVI no terreno faz parte da visita. O palácio rococó de Estói fica a umas centenas de metros.
O que vês de verdade
- Os mosaicos de peixes - espécies marinhas em pavimentos e, coisa rara, em paredes de banhos.
- O templo - de pé até à altura do telhado, convertido em igreja e por isso conservado.
- A planta da villa - ala residencial, peristilo e salas de banhos à vista.
- A casa de lavoura - um edifício do século XVI no terreno, incluído na visita.
Quando ir
De março a junho e de setembro a novembro. Uma hora. Fecha à segunda-feira. Combina com os jardins do palácio de Estói, ali ao lado.
Expectativas honestas
Alguns mosaicos estão cobertos para proteção e nem sempre se veem. Não há sombra, e o calor do interior algarvio no verão é duro. O sítio é pequeno. A sinalização é escassa; a história do templo é a parte que vale a pena perceber antes de chegar.
Aqui perto
O palácio de Estói e os seus jardins ficam a pouca distância a pé. Faro fica a sul.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.