O Chiado
O bairro literário de Lisboa, de cafés antigos, teatros e livrarias, reconstruído por Siza depois de um incêndio ter destruído parte dele em 1988.
O Chiado é a encosta entre a Baixa e o Bairro Alto, reconstruída depois de 1755 sobre a malha pombalina e transformada no século XIX no bairro do comércio e da intelectualidade da cidade - o café A Brasileira onde Fernando Pessoa se sentava, com a figura dele em bronze a uma mesa lá fora; a livraria Bertrand da Rua Garrett, aberta desde 1732 e reconhecida como a livraria mais antiga do mundo ainda em atividade; o Teatro Nacional de São Carlos; as associações de Camões e de Fernando Pessoa; as ruínas do convento do Carmo, ali por cima. Em agosto de 1988 um incêndio começou numa loja e destruiu dezoito edifícios em vários quarteirões, matando duas pessoas. A reconstrução foi dirigida por Álvaro Siza e levou duas décadas, mantendo as fachadas pombalinas e o traçado das ruas e reconstruindo por trás delas, e é por isso que o bairro parece contínuo mas é substancialmente novo por dentro.
O que vês de verdade
- A Brasileira - o café associado a Pessoa, com o bronze dele a uma mesa lá fora.
- A Bertrand - a livraria aberta desde 1732, reconhecida como a mais antiga do mundo.
- O incêndio de 1988 - dezoito edifícios perdidos, e a reconstrução de vinte anos de Siza por trás das fachadas mantidas.
- Os teatros - a ópera de São Carlos e as instituições culturais em redor.
Quando ir
Todo o ano. Duas a três horas. As noites para os teatros e os bares; as manhãs para as lojas sem multidão.
Expectativas honestas
Muito cheio, e a estátua de Pessoa tem fila permanente para fotografias. Os preços dos cafés na Rua Garrett são altos para o que servem. Ruas a pique e calçada escorregadia. Boa parte do edificado por trás das fachadas é reconstrução posterior a 1988.
Aqui perto
O convento do Carmo e o elevador de Santa Justa ficam acima. A Baixa fica abaixo.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.