Castro Marim
Duas fortalezas em montes sobre salinas junto à foz do Guadiana, com flamingos em baixo e Espanha do outro lado do rio.
Castro Marim tem duas fortificações em montes separados: o castelo medieval, que D. Dinis deu à Ordem de Cristo em 1319 como primeira sede depois de os templários terem sido extintos - o Infante D. Henrique foi seu governador - e o Forte de São Sebastião no monte em frente, construído no século XVII durante as guerras com Espanha. Entre eles e por baixo estão as salinas da reserva do Sapal de Castro Marim, a mais antiga reserva natural de Portugal, criada em 1975: talhos de evaporação pouco fundos e sapal de maré na foz do Guadiana que albergam flamingos, colhereiros, alfaiates, pernilongos e limícolas aos magotes, com observatórios e trilhos. Ainda se produz sal por métodos tradicionais em alguns talhos, vendido como flor de sal. A fronteira com Espanha corre pelo rio uns quilómetros a leste, atravessada pela ponte da autoestrada.
O que vês de verdade
- O castelo medieval - a primeira sede da Ordem de Cristo a partir de 1319.
- O forte de São Sebastião - uma obra do século XVII no monte em frente.
- As salinas - talhos pouco fundos ainda trabalhados, que dão flor de sal.
- As aves - flamingos, colhereiros e limícolas por todo o sapal da reserva.
Quando ir
De março a junho e de setembro a novembro, pelas aves e por calor suportável. Meio dia. A maré a encher traz as aves para mais perto dos observatórios.
Expectativas honestas
Não há sombra nas salinas e o calor de verão é duro. São precisos binóculos - as aves estão longe. Os fortes são ruínas com interpretação modesta. A produção de sal é sazonal, sobretudo no verão.
Aqui perto
Vila Real de Santo António e a fronteira com Espanha ficam a leste. Tavira fica a oeste.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.