A Citânia de Briteiros
Um castro da Idade do Ferro perto de Guimarães com ruas calcetadas, casas redondas de pedra e a escavação que fundou a arqueologia portuguesa.
A Citânia de Briteiros é um castro, um dos povoados fortificados de alto que caraterizam a Idade do Ferro do noroeste da Península, ocupado por volta do século II antes de Cristo até ao período romano e a cobrir vários hectares num monte sobre o Ave. O que sobrevive é a planta: muralhas defensivas concêntricas, ruas calcetadas com valas de drenagem a correr por elas, e as fundações de bem mais de cem casas redondas e ovais de pedra, duas das quais foram reconstruídas com colmo cónico nos anos trinta para mostrar como se erguiam. Foi escavada a partir de 1875 por Francisco Martins Sarmento, cujo trabalho aqui deu na prática início à arqueologia científica em Portugal, e os achados - incluindo peças lavradas em granito e a famosa Pedra Formosa, uma laje decorada de uma estrutura de banhos - estão no museu com o nome dele em Guimarães, que o mesmo bilhete cobre.
O que vês de verdade
- As ruas calcetadas - caminhos de pedra com drenagem a atravessar o povoado.
- As casas redondas - fundações de mais de cem, com duas reconstruídas nos anos trinta.
- As muralhas - circuitos defensivos concêntricos à volta do alto do monte.
- A escavação de Sarmento - o trabalho de 1875 que fundou a arqueologia portuguesa.
Quando ir
De abril a outubro. Duas horas no sítio, mais o museu de Guimarães com o mesmo bilhete. O tempo húmido põe as ruas de pedra escorregadias.
Expectativas honestas
Alto de monte exposto, sem sombra e com vento frequente. Pedra irregular por todo o lado - pisa-se mal. Os melhores achados estão em Guimarães, não no sítio. A interpretação no monte é escassa sem o museu.
Aqui perto
Guimarães e o museu Martins Sarmento ficam a sul. Braga fica a oeste.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.