A cidadela de Bragança
Uma cidadela medieval muralhada no extremo nordeste, com torre de menagem, um pelourinho enfiado num javali de pedra e uma rara sala românica.
A cidadela fica num monte sobre Bragança, muralhada e ainda habitada - vive lá gente dentro, coisa pouco comum num castelo português - com uma torre de menagem do século XV de trinta e três metros que alberga um museu militar, um circuito de muralhas e portas. Duas coisas lá dentro são mesmo invulgares. O pelourinho do largo assenta num berrão, um javali de granito da Idade do Ferro, com a coluna medieval enfiada pelo lombo: um objeto de culto pré-romano reaproveitado como símbolo da autoridade municipal, e um de centenas destes animais lavrados espalhados por Trás-os-Montes e pela Castela espanhola. E a Domus Municipalis, um edifício civil românico de cinco lados do século XII ou XIII, é o único exemplar do género que sobrevive na península - uma sala de reunião para o concelho da vila, construída sobre uma cisterna. Bragança é remota, fria no inverno e perto da fronteira com Espanha.
O que vês de verdade
- O pelourinho sobre o berrão - uma coluna medieval enfiada num porco de granito da Idade do Ferro.
- A Domus Municipalis - uma sala de concelho românica de cinco lados, única na Ibéria.
- A torre de menagem - trinta e três metros, com um museu militar lá dentro.
- A cidadela habitada - casas ainda ocupadas dentro das muralhas.
Quando ir
De abril a outubro; os invernos de Bragança são dos mais frios de Portugal. Duas horas. A Domus Municipalis tem horários limitados.
Expectativas honestas
Bragança fica longe de tudo - quatro horas de estrada desde o Porto. A Domus está muitas vezes fechada; pergunta na torre de menagem. O museu militar está desatualizado. Os invernos são duros e os verões no planalto são quentes.
Aqui perto
O Parque Natural de Montesinho fica a norte. O parque do Douro Internacional fica a sul.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.