Alte
Uma aldeia caiada do Barrocal, de nascentes, chaminés e uma ribeira, nas serras algarvias longe da costa.
Alte fica no Barrocal calcário, a uns vinte quilómetros da costa, e vende-se como a aldeia mais típica do Algarve, coisa que todas as regiões dizem mas que aqui assenta em algo concreto: tem água. As nascentes alimentam uma ribeira que corre pela aldeia e ao lado dela, com duas fontes - a Fonte Grande e a Fonte Pequena - à sombra de árvores e preparadas com zonas de merendas e pequenas quedas de água, e é essa água que explica o verde numa paisagem que de resto é mato seco. A aldeia é branca, com as chaminés rendilhadas por que o Algarve é conhecido, uma igreja matriz do século XVI com portal manuelino e azulejos, ruas estreitas e uma casa-museu de um poeta. É sossegada, tem uns quantos restaurantes e recebe autocarros no circuito do interior algarvio, mas nada à escala do litoral.
O que vês de verdade
- As nascentes - a Fonte Grande e a Fonte Pequena a alimentar uma ribeira pela aldeia.
- As chaminés - as formas rendilhadas da chaminé algarvia nas casas brancas.
- A igreja - um edifício do século XVI com portal manuelino e azulejos.
- O verde - árvores e água numa paisagem que de resto é mato seco.
Quando ir
De março a junho, com o campo no seu mais verde; de setembro a novembro também resulta. Meio dia. O verão no interior é quente e a ribeira pode vir com pouca água.
Expectativas honestas
A ribeira vem fraca ou seca no fim do verão, o que retira o principal motivo da visita. Os grupos de autocarro chegam no circuito do interior por volta do meio-dia. Os serviços resumem-se a uns quantos restaurantes. Os transportes públicos são mínimos - é preciso carro.
Aqui perto
A Rocha da Pena e a Fonte Benémola ficam noutros pontos do Barrocal. Salir fica a leste.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.