O Teleférico das Achadas da Cruz
Um teleférico quase na vertical que desce quatrocentos e cinquenta metros até uma fajã de courelas e a uma praia de calhau.
O teleférico das Achadas da Cruz não foi feito para turismo. A fajã por baixo da freguesia - uma plataforma de terra no sopé da arriba, formada por desabamento - foi cultivada durante gerações por gente que lá chegava por um carreiro talhado na parede de rocha, a carregar tudo às costas, e o teleférico foi instalado nos anos 1970 para poderem subir a produção e descer os mantimentos. Desce cerca de quatrocentos e cinquenta metros num declive quase vertical, numa cabina pequena e em poucos minutos, e é mesmo assustador: a parede da arriba passa ao alcance do braço e a plataforma aparece lá em baixo como um mapa. No fundo estão courelas em socalcos ainda trabalhadas, umas quantas palhotas e uma praia de calhau. Leva um punhado de passageiros de cada vez, com horário fixo e intervalos, e para com vento. A estação de cima tem um miradouro sobre aquilo tudo.
O que vês de verdade
- A descida - cerca de quatrocentos e cinquenta metros numa linha quase vertical.
- A fajã - courelas em socalcos ainda cultivadas numa plataforma ao pé da arriba.
- A origem de trabalho - um elevador feito nos anos 1970 para agricultores, não para visitantes.
- O miradouro de cima - a fajã inteira e a costa noroeste vistas do alto.
Quando ir
Todo o ano. Uma a duas horas com a espera incluída. Anda com horário fixo e intervalos e para de todo com vento forte ou manutenção.
Expectativas honestas
Fecha por vento e por manutenção sem grande aviso, e o horário tem intervalos longos - confirma antes de fazeres a viagem de carro. A cabina é pequena e a descida mete medo às pessoas. Não há instalações lá em baixo. O noroeste da Madeira é remoto e apanha nevoeiro muitas vezes.
Aqui perto
O Porto Moniz e as suas piscinas ficam a nascente; o Fanal fica no planalto por cima.
Horários, preços dos bilhetes e encerramentos sazonais mudam - confirma na fonte oficial antes de ires: site oficial.